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Coleção Monumentos

Monumentos como festa. História como celebração

É a ideia desta obra, coleção Monumentos. Operar um gesto radical: dessacralizar o monumento sem diminuir sua grandeza. Do Cais da Ribeira às Pirâmides do Egito, Na arte, retirar a pedra do peso da história e a devolver ao público como festa.

1 – A Cor como Manifesto

  • Recuso o bege do tempo. Os Arcos da Lapa são rosa-choque, O Coliseu é um mosaico de azuis e amarelos, A Torre Eiffel dividindo espaço com pássaros em verde-limão, laranja, todas as cores. Uma paleta pop, saturada, anti-nostálgica. Não tenho a intenção de pintar o que se vê, mas de pintar o que se sente quando se está diante da memória coletiva.

2-A Multidão como Base

  • Em todas as telas, a base é humana. São silhuetas coloridas, carros-sorriso, figuras anônimas que sustentam o monumento.    A ideia é, na arte, inverter a lógica: não é a arquitetura que abriga as pessoas, são as pessoas que erguem a arquitetura. O patrimônio só existe porque é celebrado, ocupado, vivido, vivenciado.

3-Pássaros como Céu

  • O céu de Monumentos, nunca é vazio. É sempre tomado por pássaros geométricos, flechas de cor que cruzam a tela em revoada. Eles tiram a solenidade do monumento e inscrevem movimento, paz e caos urbano ao mesmo tempo. É o pássaro da praça, não o anjo da catedral.

Técnica e Matéria em toda minha obra.

A ideia da escolha de acrílica sobre madeira e carga, é dá corpo à obra. Não é pintura lisa: é objeto. A textura criada pela ‘base’ reforça o desejo de um caráter construtivo, com traço preto, espesso, delimitando como vitral, o desejo é remeter tanto ao cordel quanto à pop art.

Coleção monumentos.

Em fim, esta coleção não só representa monumentos, ela constrói novos monumentos com tinta.

Paraty para o Mundo.

Nascido em Goiás, sou artista da cidade histórica, tento levar o olhar do casario colorido de Paraty para dialogar com Roma, Paris, Brasília, Cairo, com o mundo. Busco provincializar o centro e centraliza a periferia: o Arco da Lapa tem o mesmo tratamento de festa que a Torre Eiffel. É uma diplomacia afetiva via cor.

Coleção monumentos.

Esta coleção não só representa monumentos, ela constrói novos monumentos com tinta.   A série Monumentos é, no fim, um convite: ver a história não como ruína a ser contemplada em silêncio, mas como palco a ser ocupado com alegria. 

Um passeio Monumental a todos.

Galeria de imagens da coleção

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